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LUÍS DE CAMÕES

Páginas: 170
ISBN: 978-972-662-570-4
13,12 €
11,81 €

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Sinopse
No plano histórico, Camões solidariza-se com todos os preconceitos da classe guerreira tradicional; desenvolve uma ideologia cavaleiresca. No plano mitológico liberta-se dessa ideologia. Isto quer dizer que o seu pensamento mais profundo se realiza num plano puramente estético. Ou, melhor, o pensamento de Camões, como o de Miguel Ângelo -- tal como é apresentado por Francisco de Holanda --, é o de que o grau superior da realização humana é o da gratuitidade da arte.
Assim, o pensamento mais profundo e mais vivo d'Os Lusíadas não é o expresso pelos seus heróis e pelas acções ferozes por eles praticadas, mas sim o representado pelo mundo gratuito dos seus deuses e deusas. Por isso, decerto, aqueles não passam de sombras em comparação com estes; e por isso o Poeta tem sempre pronta uma censura ou uma restrição para esses heróis, chamando glória de mandar, vã cobiça, bruta crueza e feridade aos impulsos que os movem.
António José Saraiva
Autor(es)
António José Saraiva (Leiria, 31 de Dezembro de 1917 — Lisboa, 17 de Março de 1993) foi professor e historiador de Literatura portuguesa.

Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde conheceu Óscar Lopes, co-autor da sua História da Literatura Portuguesa. Obteve o doutoramento em Filologia Românica, em 1942.
Exilou-se em França em 1960 e viveu posteriormente na Holanda, onde leccionou na Universidade de Amesterdão. Regressado a Portugal, após a Revolução dos Cravos, tornou-se professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Publicou uma vastíssima e importante bibliografia, considerada uma referência nos domínios da História da Literatura e da História da Cultura portuguesas, amadurecida quer na edição de obras e no estudo de autores individualizados (Camões, Correia Garção, Cristóvão Falcão, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Eça de Queirós, Oliveira Martins), quer através da publicação de obras de grande fôlego como a História da Cultura em Portugal ou, de parceria com Óscar Lopes, a História da Literatura Portuguesa.