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Uma Mulher de Cinquenta Anos
Diário Íntimo
Colecção: Gradiva

Páginas: 332
Ano de edição: 2018
ISBN: 978-989-616-803-2
Capa: Brochado (capa mole)
Dimensões: 14,7 x 22,2 cm
12,5 €
11,25 €

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Sinopse
Em cinco dias, com recurso ao diário íntimo, Cármen desnuda a sua vida a um interlocutor que não a conhece nem a pode ver. Entre a consciência e a perdição, entre o que se lhe afigura correcto e a violação das fronteiras, entre o controlo e o irreparável, emergem as fragilidades e desejos, esperanças e desilusões, sensações de companhia e solidão, medos e impulsos irreprimíveis de fruição carnal de uma mulher de 50 anos, viúva há sete.

Mas a autora – Maria Monforte (pseudónimo) – vai mais longe. Explorando a profundidade da dimensão humana; desenvolvendo uma visão feminina transposta para os sentimentos e materializada nas relações que brotam nas esquinas da vida de Cármen; metamorfoseando os tons cinza em cores rubras, no cenário do final dos anos sessenta do Século XX. Uma época em que também o mundo fervilha com novas experiências, e a sociedade portuguesa assiste à queda de Salazar, vivendo a expectativa do fim da ditadura.

Um retrato em grande formato de uma mulher à beira da perdição, num tempo de mudanças estonteantes.
Autor(es)
Maria Monforte é assumidamente um pseudónimo, visto que se trata de uma personagem de Eça de Queirós, em Os Maias. Mas quem se resguardará atrás deste nome? Quem se cobre com o véu que o pseudónimo Maria Monforte esconde do mundo e particularmente dos leitores? E porquê?

Que motivo levará alguém a não querer assumir a autoria deste romance? A ousadia do tema, e sobretudo de algumas cenas, descritas com um realismo cru, sem temor das conveniências? Sendo uma personalidade da vida pública portuguesa, bem posicionada no meio social e relacionada com a elite cultural, artística e política, talvez o conteúdo da obra a leve a querer preservar a sua imagem.

Ou tratar-se-á de um texto autobiográfico, e a autora tenha receio de ver a sua vida a descoberto?

Mas as características desta obra única dão algumas pistas sobre essa identidade misteriosa. A escrita revela uma autora madura, não sendo notoriamente uma estreante.

E a forma como o tema é trabalhado, bem como a construção das personagens, sugere uma mulher com cinquenta anos feitos, da classe média-alta e com experiência na ficção.

A partir daqui, imagine o leitor quem poderá ser. Quanto a nós, estamos impedidos de revelar a sua identidade.